Dizem o dizer.
Nunca dizem o fazer.
Tanto cuidado para não ceder,
Se no final lutar é perder.
A chuva não cai por cair.
Ela não tem por onde fugir.
A vontade de chorar e partir,
O sacrifício de ter que existir.
Ter que caminhar por esses caminhos raiados,
Descobrir que se caímos logo somos sugados.
Sorte a de quem vive com os sentimentos trancados,
Fortuna desses que ainda são mais amaldiçoados,
Que nada foram e contudo de nada são privados.
Coitado do destino por ter que ser tão cruel.
Deixar o mundo viver e esta chuva atada ao cordel.
A justiça provou que tem que haver abelha e o seu mel.
Ambos estarão eternamente ligados de forma infiel.
Cada um é como que um guerreiro sem o seu corcel.
Tanto por dizer e há tanto que falar perdeu a vida.
Poderia haver uma tempestade mas seria logo sacudida.
Esses raios de sol privaram a nossa já tardia partida.
Somos consumidos pela indiferença da calçada aquecida.
Percebemos que a nossa presença não é clara e assumida,
Passámos a meros vestígios apagados no meio da corrida.
O sentimento faz pesar essa vossa leve consciência.
Não percebem que a chuva sempre teve consistência.
Que nunca fomos menos importantes na nossa ausência.
O vosso problema é não compreenderem a nossa vivência.
Podemos parecer pontos minúsculos sem qualquer congruência.
Mas somos diferentes por possuir algo que luta contra a vossa demência:
Um coração !
2 de setembro de 2010
25 de agosto de 2010
Castelos de areia
Na praia da vida entrei, na areia lentamente me forcei.
Grão a grão fui colhendo, vitórias e derrotas fui obtendo.
Sempre em frente avancei, em nenhuma das adversidades recuei.
Mesmo sem poder ia podendo, mesmo com rumo me ia perdendo.
Observava o mar perplexo, mostrando sem pudores o meu reflexo.
A força dessas ondas cativou, a força do vento para longe me levou.
Fazia sentido sem ter nexo, havia amor sem vestígios de raça ou sexo.
A paisagem do infinito sonhos cultivou, o limite do finito apenas me motivou.
Mas as nuvens negras chegaram, o chão de cores cinzentas pintaram.
A tempestade do ódio vem e dilacera, o trovão de raiva cai como uma fera.
Lágrimas logo se derramaram, remorsos rapidamente se divulgaram.
A alma ferida já não coopera, o orgulho há muito que se perdera.
A imagem mais bela tem um senão, luta-se tanto aparentemente em vão.
O sonho parecia ter tudo de real, sofreu-se tanto a combater tanto mal.
O espírito humano foi tratado como cão, levou com um "jornal" como forma de sermão.
Este sentimento doentio não é leal, funciona como uma parede coberta com mais cal.
Mas não se pode pensar que o mundo termina, que a cassete do tempo nunca rebobina.
Tem de haver sempre um objectivo, tem de haver sementes para se dar o cultivo.
Existe o mal e com o bem se combina, é só saber espreitar por cima da neblina.
Castelos de areia construí, neles me refugiei e vivi.
Muralhas se ergueram adiante, protegendo este coração hesitante.
Não percebi porquê mas não sorri, vendo o isolamento que criei depois do que sofri.
A força das águas então veio e em tudo caiu, do que estava outrora firme nada subsistiu.
Percebi que um sentimento é tão poderoso, destruiu tantas muralhas por ser tão teimoso.
Seja amor o que o coração sentiu, seja rancor o que noutra hora possuiu.
O poder da emoção é misericordioso, deu tamanha oportunidade a alguém tão defeituoso.
Porque todos merecemos viver com felicidade, nem que para isso se lute sempre contra a adversidade!
Grão a grão fui colhendo, vitórias e derrotas fui obtendo.
Sempre em frente avancei, em nenhuma das adversidades recuei.
Mesmo sem poder ia podendo, mesmo com rumo me ia perdendo.
Observava o mar perplexo, mostrando sem pudores o meu reflexo.
A força dessas ondas cativou, a força do vento para longe me levou.
Fazia sentido sem ter nexo, havia amor sem vestígios de raça ou sexo.
A paisagem do infinito sonhos cultivou, o limite do finito apenas me motivou.
Mas as nuvens negras chegaram, o chão de cores cinzentas pintaram.
A tempestade do ódio vem e dilacera, o trovão de raiva cai como uma fera.
Lágrimas logo se derramaram, remorsos rapidamente se divulgaram.
A alma ferida já não coopera, o orgulho há muito que se perdera.
A imagem mais bela tem um senão, luta-se tanto aparentemente em vão.
O sonho parecia ter tudo de real, sofreu-se tanto a combater tanto mal.
O espírito humano foi tratado como cão, levou com um "jornal" como forma de sermão.
Este sentimento doentio não é leal, funciona como uma parede coberta com mais cal.
Mas não se pode pensar que o mundo termina, que a cassete do tempo nunca rebobina.
Tem de haver sempre um objectivo, tem de haver sementes para se dar o cultivo.
Existe o mal e com o bem se combina, é só saber espreitar por cima da neblina.
Castelos de areia construí, neles me refugiei e vivi.
Muralhas se ergueram adiante, protegendo este coração hesitante.
Não percebi porquê mas não sorri, vendo o isolamento que criei depois do que sofri.
A força das águas então veio e em tudo caiu, do que estava outrora firme nada subsistiu.
Percebi que um sentimento é tão poderoso, destruiu tantas muralhas por ser tão teimoso.
Seja amor o que o coração sentiu, seja rancor o que noutra hora possuiu.
O poder da emoção é misericordioso, deu tamanha oportunidade a alguém tão defeituoso.
Porque todos merecemos viver com felicidade, nem que para isso se lute sempre contra a adversidade!
1 de agosto de 2010
Hurtful soul [ remake ]
This is where I stand.
Stranded.
Lost.
Thinking over and over again about things I can’t understand.
And feelings I can’t control.
About how people can underrate each other’s hearts and ignore them…
About the selfish acts they commit just to make themselves feel better…
About how easily discarded feelings are for all of them…
It hurts my soul to witness all this and so much more…
It hurts my lost, stranded soul to witness…the endlessly moving world.
This is where I stood.
Stranded.
Lost.
Over thinking about how the world is unfair.
And how nobody cares about it.
About how I let myself get caught in so many devastating claws…
About the fate that keeps throwing rocks at me to trip over…
About how hard it is to fit in when I feel so different…
It hurts my heart to see how things always turn out…
It hurts my lost, abandoned heart to lose…the ability to love again.
This is where I will stand.
Stranded.
But not lost.
Not thinking how things should go differently.
And how bad they make me feel.
About how I desperately wish to finally feel like life’s worth living…
About the numerous heartaches and desperate ways I once fell into…
About how fragile I once thought I was…
It doesn’t hurt my being, not now, not anymore…
It doesn’t hurt me because I know how to fight and it won’t be all in vain!
This is where the story unfolds.
Feelings.
Thoughts.
You are what you are, don’t ever doubt of yourself.
And the perilous path will finally guide you to safety!
Stranded.
Lost.
Thinking over and over again about things I can’t understand.
And feelings I can’t control.
About how people can underrate each other’s hearts and ignore them…
About the selfish acts they commit just to make themselves feel better…
About how easily discarded feelings are for all of them…
It hurts my soul to witness all this and so much more…
It hurts my lost, stranded soul to witness…the endlessly moving world.
This is where I stood.
Stranded.
Lost.
Over thinking about how the world is unfair.
And how nobody cares about it.
About how I let myself get caught in so many devastating claws…
About the fate that keeps throwing rocks at me to trip over…
About how hard it is to fit in when I feel so different…
It hurts my heart to see how things always turn out…
It hurts my lost, abandoned heart to lose…the ability to love again.
This is where I will stand.
Stranded.
But not lost.
Not thinking how things should go differently.
And how bad they make me feel.
About how I desperately wish to finally feel like life’s worth living…
About the numerous heartaches and desperate ways I once fell into…
About how fragile I once thought I was…
It doesn’t hurt my being, not now, not anymore…
It doesn’t hurt me because I know how to fight and it won’t be all in vain!
This is where the story unfolds.
Feelings.
Thoughts.
You are what you are, don’t ever doubt of yourself.
And the perilous path will finally guide you to safety!
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