Sentada numa cadeira desgastada,
Rodeada de poeira de tempo e tabaco,
Está aquela que me ouve sem pedir nada,
Enquanto se pede a bica e se tira o casaco.
A colher gira, no veludo escuro ela se mistura
Como quem quer apaziguar o vazio do ser.
A parceira entrega o açúcar, foge a amargura
E a conversa por gestos continua a viver.
Quem sou e quem não sei ser, ela ouve tudo.
Sem caretas nem repreensões, as conversas são assim,
Um aglomerado de gestos com um som mudo.
Chega a conta e ela intervém subitamente.
A parceira que me acordou é a minha consciência...
Ninguém é melhor para desabafar, que a própria mente.
[ Quantas vezes serão aquelas que, independentemente de sabermos ouvir os outros...conseguimos ouvir a nossa própria consciência? Muitas mais vezes nos interrogamos se o caminho está certo, se o que somos é o limite do que podemos ser. O limite verdadeiro, é a nossa mente. E ela permanecerá...de mãos dadas com a força da nossa vontade. ]
10 de março de 2012
3 de fevereiro de 2012
Gaivota
Portadora da má sorte,
Da tristeza e da morte,
Voadora e carregada
Da profecia danada.
Mar bravo ela traz,
Medo da força fugaz,
Mar calmo chama
De volta a sua dama.
Apenas nós vemos negativo,
Poderíamos ver com outros olhos
Um ligamento emotivo.
Mar bravo ou mar sereno,
A gaivota anda sempre por perto
Pois assim, pode viver em pleno.
[ A nossa falta de visão é tão simples quanto esta: existem sempre sinais que indicam a desgraça e outros que indicam a calma. Mas talvez se olharmos para o todo...o resultado é diferente, não é ? Tem um outro sentido. Porque nos centramos tanto num ou noutro, quando o que interessa...é que no final, tudo tenha valido a pena ? ]
Da tristeza e da morte,
Voadora e carregada
Da profecia danada.
Mar bravo ela traz,
Medo da força fugaz,
Mar calmo chama
De volta a sua dama.
Apenas nós vemos negativo,
Poderíamos ver com outros olhos
Um ligamento emotivo.
Mar bravo ou mar sereno,
A gaivota anda sempre por perto
Pois assim, pode viver em pleno.
[ A nossa falta de visão é tão simples quanto esta: existem sempre sinais que indicam a desgraça e outros que indicam a calma. Mas talvez se olharmos para o todo...o resultado é diferente, não é ? Tem um outro sentido. Porque nos centramos tanto num ou noutro, quando o que interessa...é que no final, tudo tenha valido a pena ? ]
28 de dezembro de 2011
Distante
Tentei por tentar,
De braços abertos
E a tremelicar,
Dar algo ao tudo
Para perfeito ficar.
Foi aí então,
Que a distância
Deu-me um encontrão,
Deixou-me estendido
Num vazio chão.
Nem sempre é fácil,
Até o destino tem ferrão.
Mas se houver vontade
O ser não teme.
Amar é um barco
À deriva sem leme.
O coração está perto
Mesmo estando distante.
Ninguém pode duvidar
Da alma de um amante.
[ Para quê perder tanto tempo a tentar explicar um sentimento ? Basta saber que a distância física nunca poderá ganhar à proximidade do coração. ]
Ps: peço desculpa pela falta de entradas...a mente tem estado bastante ocupada e a precisar de um refresh !
De braços abertos
E a tremelicar,
Dar algo ao tudo
Para perfeito ficar.
Foi aí então,
Que a distância
Deu-me um encontrão,
Deixou-me estendido
Num vazio chão.
Nem sempre é fácil,
Até o destino tem ferrão.
Mas se houver vontade
O ser não teme.
Amar é um barco
À deriva sem leme.
O coração está perto
Mesmo estando distante.
Ninguém pode duvidar
Da alma de um amante.
[ Para quê perder tanto tempo a tentar explicar um sentimento ? Basta saber que a distância física nunca poderá ganhar à proximidade do coração. ]
Ps: peço desculpa pela falta de entradas...a mente tem estado bastante ocupada e a precisar de um refresh !
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