Portadora da má sorte,
Da tristeza e da morte,
Voadora e carregada
Da profecia danada.
Mar bravo ela traz,
Medo da força fugaz,
Mar calmo chama
De volta a sua dama.
Apenas nós vemos negativo,
Poderíamos ver com outros olhos
Um ligamento emotivo.
Mar bravo ou mar sereno,
A gaivota anda sempre por perto
Pois assim, pode viver em pleno.
[ A nossa falta de visão é tão simples quanto esta: existem sempre sinais que indicam a desgraça e outros que indicam a calma. Mas talvez se olharmos para o todo...o resultado é diferente, não é ? Tem um outro sentido. Porque nos centramos tanto num ou noutro, quando o que interessa...é que no final, tudo tenha valido a pena ? ]
3 de fevereiro de 2012
28 de dezembro de 2011
Distante
Tentei por tentar,
De braços abertos
E a tremelicar,
Dar algo ao tudo
Para perfeito ficar.
Foi aí então,
Que a distância
Deu-me um encontrão,
Deixou-me estendido
Num vazio chão.
Nem sempre é fácil,
Até o destino tem ferrão.
Mas se houver vontade
O ser não teme.
Amar é um barco
À deriva sem leme.
O coração está perto
Mesmo estando distante.
Ninguém pode duvidar
Da alma de um amante.
[ Para quê perder tanto tempo a tentar explicar um sentimento ? Basta saber que a distância física nunca poderá ganhar à proximidade do coração. ]
Ps: peço desculpa pela falta de entradas...a mente tem estado bastante ocupada e a precisar de um refresh !
De braços abertos
E a tremelicar,
Dar algo ao tudo
Para perfeito ficar.
Foi aí então,
Que a distância
Deu-me um encontrão,
Deixou-me estendido
Num vazio chão.
Nem sempre é fácil,
Até o destino tem ferrão.
Mas se houver vontade
O ser não teme.
Amar é um barco
À deriva sem leme.
O coração está perto
Mesmo estando distante.
Ninguém pode duvidar
Da alma de um amante.
[ Para quê perder tanto tempo a tentar explicar um sentimento ? Basta saber que a distância física nunca poderá ganhar à proximidade do coração. ]
Ps: peço desculpa pela falta de entradas...a mente tem estado bastante ocupada e a precisar de um refresh !
4 de setembro de 2011
Errar também é amar
Por entre bosques repletos e verdejantes
Com assobios de ventos cantantes,
Nasce o sábio, cresce a vida.
Por entre rios de água pura arrefecida
Pelas correntes que vêm e vão,
Nasce a discórdia, cresce o perdão.
Por entre bosques despidos e frios
Com silêncios cortantes e sombrios,
Nasce o errar, cresce o amor.
Por entre os céus de esperança e horror
Com toda a força possível de um ser,
Nasce uma vontade, cresce o renascer.
Errar é humedecer os olhos e não chorar,
É ter nós por dentro sem nunca sangrar,
É ter consciência que há que crescer para saber amar.
[ Todas as fases da vida são importantes. Podemos nascer sábios e morrer ignorantes, nascer ignorantes e morrer sábios. Errar e reconhecer é ter consciência das falhas; podemos rejeitar o mundo e este não o saber, podemos ser os maiores apaixonados e não o saber demonstrar, podemos ser brilhantes e provar apenas insanidade...o que está por dentro, nós sabemos o que é. Mas se não nos esforçarmos para o transmitir para fora...quem o saberá? ]
Com assobios de ventos cantantes,
Nasce o sábio, cresce a vida.
Por entre rios de água pura arrefecida
Pelas correntes que vêm e vão,
Nasce a discórdia, cresce o perdão.
Por entre bosques despidos e frios
Com silêncios cortantes e sombrios,
Nasce o errar, cresce o amor.
Por entre os céus de esperança e horror
Com toda a força possível de um ser,
Nasce uma vontade, cresce o renascer.
Errar é humedecer os olhos e não chorar,
É ter nós por dentro sem nunca sangrar,
É ter consciência que há que crescer para saber amar.
[ Todas as fases da vida são importantes. Podemos nascer sábios e morrer ignorantes, nascer ignorantes e morrer sábios. Errar e reconhecer é ter consciência das falhas; podemos rejeitar o mundo e este não o saber, podemos ser os maiores apaixonados e não o saber demonstrar, podemos ser brilhantes e provar apenas insanidade...o que está por dentro, nós sabemos o que é. Mas se não nos esforçarmos para o transmitir para fora...quem o saberá? ]
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